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Laço Branco Cabo Verde com novos desafios para 2017

Nações Unidas, 19 Abril de 2017 - No dia em que se assinalou o dia do Pai, 19 de Março, a Rede de Homens pelo fim da violência baseada no género-  Laço Branco aproveitou para realizar a sua segunda Assembleia Geral com o objetivo de renovação dos seus membros e proporcionar um momento de reflexão sobre o futuro da Associação.

A Rede Laço Branco Cabo Verde – RLBCV é a primeira abordagem sistemática, apoiada parceiros nacionais e internacionais, para envolver homens e rapazes no combate à violência baseada no género em Cabo Verde. Criado a 10 de Julho de 2009 RLBCV é um grupo que se caracteriza pelo forte engajamento na promoção da igualdade de género, pelo que fomenta alianças com outras instituições/organizações da sociedade civil que se posicionam a favor dos direitos humanos e contra a desigualdade de género em todas suas formas de manifestações, especialmente a Violência Baseada no Género (VBG).

A Rede tem como principais objetivos a promoção da igualdade e a equidade do género, o apoio às políticas e iniciativas que fomentem a equidade de género na família, na saúde, na justiça, na educação, na política, na economia e na comunicação social, a sensibilização, envolvimento e engajamento dos homens em Cabo Verde e a sociedade civil no geral no combate à violência baseada no Género e a todas as formas de desequilíbrio de género, e na desconstrução duma visão distorcida de masculinidade.

A abertura da Assembleia contou com a honrosa presença do Sr. Presidente da Republica de Cabo Verde- Dr. Jorge Carlos Fonseca aonde frisou a importância do papel do homens e meninos para se alcançar a igualdade de género no país e no mundo.
Apoio esta iniciativa porque acredito que a igualdade de género rima com a democracia e que esta luta não  é só uma luta de mulheres, mas também de meninos e homens” Presidente da Republica de Cabo Verde Dr. Jorge C. Fonseca, no ato da abertura

Para a Coordenadora do sistema das Nações Unidas, Ulrika Richardson, frisou que “a ONU enquanto um dos parceiros iniciais na criação da Rede Laço Branco, o engajamento de homens a juntar-se á esta luta é fundamental para este propósito, visando o reforço da igualdade do género, com uma visão alargada para leis, mas também pela mudança de atitude de comportamento”.

Isto porque, atestou, as NU acredita que sem o envolvimento total dos homens torna-se praticamente impossível chegar a igualdade do género, razão pela qual saudou o Laço Branco em Cabo Verde, pela forma como tem sido contextualizada a realidade cabo-verdiana, esperançada em como a rede tem estado a fazer “um excelente trabalho”.

A Coordenadora das Nações Unidas ainda assim, entende ser necessário buscar novas formas de masculinidade, de “como ser homem e mulher juntos sem se verificar este “desequilíbrio histórico, baseados em abusos de poderes que tem como consequências abuso físico, violência sexual e psicológico”.

Os principais eixos de intervenção da Rede centra-se no desafio que lança a todos e todas para não permanecerem em silêncio face à violência com base no género,  avaliar as suas próprias atitudes, linguagem e ações, a educação de jovens, especialmente homens jovens e meninos acerca da violência contra as mulheres e meninas, a sensibilização do público acerca do tema, a atuação em parceria com organizações pro-género, ONG’s internacionais, sector privado, a media e outras parcerias, para criar um futuro sem violência de género.Laço Branco Cabo Verde tem agora um novo presidente e novos membros do concelho e vários projetos em carteira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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