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Uni-CV em parceria com o UNCEF e UNFPA apresenta Estudo sobre violência no meio escolar

 

Nações Unidas, 7 de Dezembro de 2018 - Estudo sobre violência no meio escolar, elaborado pelo Centro de Investigação e Formação em Gênero e Família e a Faculdade de Ciências Sociais e Artes, da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), financiado pelo UNICEF e o UNFPA, aponta que em Cabo Verde 44,2% dos estudantes e 21,9% dos docentes já foram vítimas de violência no meio escolar.

Dos 2804 alunos e 566 professores inqueridos a nível nacional, a maioria dos inquiridos apontam os alunos como sendo os principais agressores.

O documento que analisou 53 escolas públicas e semi- públicas em todo o país e que abrangeu professores, alunos, grupos focais de país e encarregados de educação e a direção trouxe à tona alguns dados que demandam uma atenção especial.

Segundo uma das investigadoras, Fernandina Fernandes, “Este estudo revelou que se deve ter alguma preocupação quanto a perceção que os professores e estudantes tem sobre o próprio conceito de violência, pois existem percentagem que consideramos importante que não consideram algumas práticas como dar pontapés, socos e assédio sexual como atos de violência”.

Após a cerimónia de abertura do atelier de socialização dos resultados do “Estudo sobre Violência no Meio Escolar em Cabo Verde” que contou com a presença da representante do UNICEF e UNFPA, Ana Cristina Ferreira, da Reitora da Universidade de Cabo Verde, Judite Nascimento e do Director Geral do Planeamento, Orçamento e Gestão e do Ministério da Educação José Marques, o investigador Cláudio Furtado avançou com mais dados afirmando que: “nesta investigação ficou comprovado que os espaços onde ocorrem com maior frequência os atos de violência são os corredores, as placas desportivas e os pátios”.

Neste mesmo documento foram identificadas 5 tipologias de violências (física, psicológica, patrimonial, sexual e cibernética) sendo que 75,1% dos alunos e 89,9% dos professores consideram estes atos como formas de violência.

No entanto, a pesquisa alerta que uma percentagem significativa de alunos e professores não consideram como sendo violência comportamentos graves, de salientar, o facto de 88,6 porcento de alunos e 88,7% dos professores não achar que tratar mal ou ser maltratado por causa da cor da pele seja um ato de violência.

Desta investigação que traça um panorama bastante amplo da problemática da violência nas escolas saíram dados que apontam 18 escolas nacionais como sendo pouco seguras onde os alunos assumiram praticar mais atos de violência, entre as quais constam escolas da ilha do Sal, Boavista Maio e Santiago.

Também ficou claro de que as violências físicas, patrimoniais e psicológicas apresentam maior incidência e que o ano escolar onde ocorrem com maior frequência os atos de violência é o 7º e 8º ano.

Após a apresentação do estudo os intervenientes reuniram-se para recolher subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Ação contra a Violência no meio Escolar em Cabo Verde, que deverá ser materializado no próximo ano letivo com o apoio do UNICEF.

O estudo brevemente estará disponível

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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