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II Reunião do Comité de Pilotagem Regional do Projecto “Implementação da Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Águas Residuais nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento dos Oceanos Atlântico e Índico”

Nações Unidas, Praia, 30 de Junho de 2014 - Num parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE) e o Ministério do Ambiente, Habitação e  Ordenamento do Território, através da Direcção Geral do Ambiente, teve inicio esta manhã a II Reunião do Comité de Pilotagem Regional do Projecto “Implementação da Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Águas Residuais nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento dos Oceanos Atlântico e Índico” - (GIRH/PEID/OAI).

Os objectivos da reunião consistem em analisar os progressos realizados nos diferentes Países de Implementação; discutir sobre o funcionamento do projecto a nível Regional e Nacional, analisar os planos de Trabalhos e Orçamentos anuais (Nacional e Regional); Apreciar as lições aprendidas de Planeamento Participativo GIRH e o sistema de Monitorização e Avaliação do projecto com o intuito de aumentar o conhecimento de todos os interessados ​​sobre as implicações do projecto e estabelecer e reforçar os contactos entre todas as partes.

Durante a sessão de abertura a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo verde e Representante do PNUD afirmou que este encontro, constitui uma oportunidade para se fazer um balanço dos progressos alcançados  após a primeira reunião realizada em Seycheles , em Outubro de 2013e debater as formas de ultrapassar os obstáculos identificados e, acima de tudo, contribuir para tornar o projecto mais eficaz e mais relevante possível para as diferentes realidades dos países participantes bem como responder aos desafios comuns dos SIDS.

Para Ulrika Richardson, do ponto de vista das dimensões estratégicas, seja na agricultura, pecuária, conservação da biodiversidade e dos ecossistemas a agua é e será sempre fonte de vida e factor limitante para o desenvolvimento de todos os sectores. Assim num país de clima shaeliano, fustigado pelos ventos alísios como Cabo Verde, a questão de flutuação do nível do lençol freático é crucial em termos de abastecimento de água para o uso doméstico das populações. De igual modo crucial é o desenvolvimento da produção agua (dessalinizada com recurso as energias renováveis) visando assegurar o acesso a água potável em todo o território nacional.

"Abrir a porta do desenvolvimento sustentável significa assegurar água para uso agrícola e industrial, que por sua vez impulsionará o sucesso dos pequenos países insulares beneficiando as gerações actuais e vindouras. Esta é uma convicção que todos partilhamos" concluiu a Senhora Richardson.

Ao presidir o acto de abertura o Ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território (MAHOT), Dr. Antero Veiga, afirmou que "Cabo verde tem conseguido ganhos consideráveis  nos domínios da água e saneamento" Mas para o Ministro Do MAHOT " a ambição de universalizar o acesso à água  e saneamento obriga-nos redobrar os esforços, a ser persistentes e consequentes, de forma a atingirmos, tão cedo quanto possível, a sustentabilidade ambiental para o bem das futuras gerações ". Para o Ministro de Ambiente, "as politicas e reformas em curso em Cabo verde se ajustam às estratégias do projecto  e que cabe a Comité de Pilotagem viabilizar a sua implementação e monitorar através de um leque de medidas técnicas, económicas, financeiras, regulamentares e institucionais necessárias para pôr em prática  estratégias de desenvolvimento sustentável para as águas e as suas bacias hidrográficas, a sua utilização mais racional, tratamento e reutilização sempre que possível, evitando desperdícios".
Participam no encontro representantes das ilhas de Cabo Verde, Comores, Maldivas, Maurícias, São Tomé e Principe e Seycheles

 



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